Uma pausa para o Natal…

Outro dia fiquei espantado com o depoimento de uma ex-colega que postou no Facebook uma mensagem onde dizia que odiava esta época do ano… “Como pode ser isto?”, pensei incrédulo. “Como pode existir alguém, neste mundo de Deus, que simplesmente não goste de Natal?”, para mim sinônimo de infância, inocência, alegria, esperança e renovação. É quando as cidades se enfeitam e o ar fica impregnado de uma atmosfera surrealista, quase mágica; é quando surgem os corais natalinos com suas vozes angelicais; é quando ajudamos nossos filhos pequenos (e ansiosos) a escrever a cartinha para o Papai Noel; quando cartões e e-mails de felicitação são enviados (e recebidos); quando ocorrem as festas de confraternização das empresas; quando nos lembramos de amigos antigos e parentes que não vemos há tempos, montamos nossas árvores de Natal, enfrentamos filas e congestionamentos homéricos para as compras que, como bons brasileiros que somos, deixamos para a última hora… (Ho-Ho-Ho!)

Para aquelas pessoas mais religiosas, a época oferece, ainda, um bônus adicional que é a oportunidade de celebrar o nascimento de uma das figuras mais ilustres, senão a mais ilustre de todas, da história da humanidade.

Além de toda a conotação comercial e religiosa associada à data, esta época do ano é também, sobretudo para mim, uma ocasião para reflexão. Ela nos permite sair de nossa rotina diária, quando então nos esquecemos, por um breve momento que seja, das contas a pagar, das provas escolares por fazer, daquele projeto que precisamos concluir ou contrato para assinar… e nos voltamos para nós mesmos, refletimos sobre nossas conquistas, revivemos nossos sonhos e nos permitimos expressar, de forma menos contida, nossa afeição e consideração por nossos amigos e familiares.

Finalmente, é quando bate mais forte a saudade daqueles que já se foram e que nos deixaram, além da lembrança nostálgica dos bons momentos que tivemos a oportunidade de desfrutar juntos, a lição simples e fundamental (da qual facilmente nos esquecemos quando retornamos aos afazeres e à correria do dia-a-dia) de que cada momento é único e nada dura para sempre.

Bons motivos para a gente curtir esta data com um carinho especial, não?
🙂

P.S. Segue, abaixo, a receita de um bolo tradicional adaptada (e testada com sucesso!) pela minha “cara metade” Maria Antonieta (amiga, companheira de jornada, mãe dedicada e chef nas horas vagas).

 Bolo de Natal
2 ovos
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de açúcar
½ xícara (chá) de óleo
1 xícara (chá) de uva passa
1 xícara (chá) de nozes picadas
3 xícaras (chá) de maçã ralada
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de canela em pó
Modo de fazer:
Peneirar todos os ingredientes secos e bem misturados em uma tigela.
Acrescentar as nozes, as uvas e a maçã e mexer bem com uma colher grande.
Bater bem os ovos, acrescentar o óleo, bater um pouco mais e colocar essa mistura na tigela.
Misturar tudo e levar para assar em forma untada com manteiga/margarina e polvilhada com farinha de trigo.
Tempo aproximado de forno: 30 a 40 minutos, dependendo do formato da forma.

Os amigos e familiares que tiveram a oportunidade de prová-lo gostaram bastante.
Espero que vocês apreciem…
FELIZ NATAL a todos e um ótimo 2011!
🙂

Jack Bauer, Julian Assange, Fortaleza Digital e Echelon: algo em comum?

Talvez nada… E tudo não passe de uma divertida (?) coincidência. Pode ser mas… como pensar não dói (dizem), não custa nada (embora possam cobrar muito caro para fazê-lo) e coincidências demais costumam levantar suspeitas, vamos aos fatos:

Jack Bauer é o mocinho da série americana de TV 24 horas que durou 8 temporadas. Ele é um super agente de uma agencia fictícia de contra-terrorismo denominada CTU e está sempre correndo contra o relógio para impedir algum atentando de dimensões colossais. O tempo da trama é o mesmo dos episódios: 24 horas em 24 capítulos, ou seja,  1 hora por capítulo. Para quem não conhece e gosta de tramas estrambólicas de ação, à la James Bond, trata-se de um prato cheio. Os autores conseguem verdadeiros milagres, emendando, sistemáticamte, uma estória em outra. À exceção do próprio Jack Bauer, que é um tipo de justiceiro (e, por conta disto, algumas vezes é capaz de ações um tanto reprováveis) e de sua fiel escudeira Cloe (uma nerd que manipula sistemáticamente a parafernália tecnológica disponível para ajudar o seu protegido), as demais personagens alternam posição do lado dos mocinhos e dos bandidos. É uma coisa louca… Você começa torcendo para um cara que no meio da trama se revela um grandíssimo FDP e por aí vai. Tudo acontecendo em apenas 24 horas!

Um tema sempre recorrente em todas as temporadas da série é uma capacidade técnica quase mágica (supercomputadores, cameras de vigilância interligadas, imagens de satélite em tempo real, grampos telefônicos ao estalo de um dedo) de onipresença  da CTU, que tudo vê e pode controlar, como o grande irmão orwelliano, colocando todos os meios disponíveis a serviço dos fins nobres de proteção dos interesses nacionais (ou do grupo da vez que esteja no poder). Interessante, não? Trata-se, evidentemente, de uma bela peça de ficção: um misto de investigação policial, ação e ficção científica.

Julian Assange é o infeliz que teve uma idéia genial mas que foi imprudente e acabou pisando no calo de quem não devia. Falou demais ao publicar em seu site Wikileaks documentos secretos do governo americano que não gostou muito da brincadeira e retaliou. Afinal, liberdade de impressa tem os seus limites, certo? Você não pode (ou melhor, não deveria) divulgar informações que ponham em risco a vida de outras pessoas (agentes em campo) ou que causem constragimentos desnecessários (entre governos). Isto demonstra um enorme senso de oportunismo para conquistar fama e fortuna rápidas. Pode ser… Mas mostra também uma grande vontade de ver o circo pegar fogo, pagar para ver, muita falta de ética, pouco bom senso, educação nenhuma e patriotismo zero… Bem, acho que este último item não conta pois Mr. Assange não é americano… O que talvez explique algumas coisas.

O fato é que o Tio Sam pressionou o provedor, que tirou o site do ar. Teimoso, e sem a menor noção do perigo, Mr. Assange voltou à carga em menos de 24 horas. Acabou, da noite para o dia, nos bancos de dados da Interpol, como procurado por estupro de uma cidadã do mesmo país que, coincidência ou não, abrigou a segunda versão do seu site. Tudo muito conveniente, para dizer o mínimo!

“Fortaleza Digital” é um romance do ótimo escritor de best sellers americano Dan Brown (o mesmo autor de “O Código Da Vinci” e “Anjos e Demônios”). Trata da estória (fictícia, é claro) de um supercomputador mantido secretamente por uma agencia de segurança americana com objetivos perfeitamente justificáveis mas publicamente inconfessáveis. (Acho que já ouvimos algo parecido em algum lugar, não?)

Echelon é nome de um suposto supercomputador, também americano, que monitora, em tempo real, toda a comunicação telefônica e via e-mail que está acontecendo nos céus da Gringolândia, em busca de chamadas suspeitas, com o intuito de detectar e evitar ações terroristas. Trata-se de um “super hiper grampo”, com todas as implicações constitucionais, jurídicas, éticas, filosóficas e tecnológicas que uma aberração destas poderia ter. (Olha o “Grande Irmão” aí outra vez…)

Se este tal de Echelon realmente existe ou não, isto eu não posso afirmar com certeza. Para mim, esta estória é mais uma daquelas teorias de conspiração, que pipocam de vez em quando, como aquela outra, famosa, envolvendo uma queda de ETs , a cidade de Roswell e uma tal de Area 51.

Porém, como diz o velho ditado popular: “onde há fumaça há fogo!” e… veja bem… a gente, que costuma pensar com a própria cabeça, não consegue evitar as comparações e deixar de ligar os pontos…

Nem que seja só para matar o tempo ou ter assunto para publicar no blog.

🙂

“Veja bem…” há sempre uma outra maneira de se ver as coisas!

Olás, 🙂

Já faz algum tempo que considero a possibilidade de começar a escrever um blog pessoal. Sempre tive curiosidade sobre o que levaria milhares de pessoas a escrever sobre si mesmas, sobre fatos importantes (ou não tão importantes assim) de suas vidas, suas famílias, seus trabalhos, amizades, dúvidas, certezas, sucessos e frustrações para uma plateia anônima e… planetária! (OK. Vamos dar uma chance para a nossa querida e amada língua portuguesa, está bem?)

Estaria alguém realmente interessado naquilo que você ou eu quiséssemos, ou estivéssemos dispostos a, escrever? Há muita irrelevância na net. Muita porcaria, mesmo! Nossa capacidade global de produzir é infinitamente maior que nossa capacidade individual de consumir. E separar o joio do trigo não é das tarefas mais triviais… (O Google que o diga!)

Existem, evidentemente, blogs sobre os mais variados assuntos: culinária japonesa, política internacional, fotografia digital, esportes radicais, esoterismo, macrobiótica, guias de viagem, programação dinâmica, direitos humanos, mecânica quântica (!), quadrinhos eróticos (?), bancos de dados da Oracle(?!), etc e tal. A lista é interminável… Alguns se propõem a prestar algum tipo de serviço de utilidade pública, há as (inevitáveis)  brincadeiras de mau gosto, as tentativas tímidas de aspirantes a jornalismo, os passatempos (ou desabafos) de entediadas donas-de-casa, as denúncias fundamentadas de inconformados cidadãos conscientes e, evidentemente, um volume considerável de nonsense!

Mas, e daí? Qual é a minha posição no meio disto tudo? O que pretendo ou a que me proponho com esta iniciativa? Francamente, ainda não sei. Estou apenas “tateando”. Familiarizando-me com a tecnologia, colocando algumas idéias em ordem, resgatando outras, esboçando possiveis conteúdos para um futuro livro, alguma auto análise (aquilo que é permitido fazer em público, evidentemente)… Enfim, um pouquinho de tudo.

Dito de uma maneira resumida, lusitana e franca (sem trocadilhos): Estou a experimentar! (Posso?) Quero poder acreditar que alguém, em alguma parte deste, como diria o “velho” Drummond, “vasto mundo” aportará nestas praias, se interessará pelo seu conteúdo e, talvez, para este alguém, isto venha a fazer alguma diferença…

Ou não… Who knows? Does it matter?  🙂