Jack Bauer, Julian Assange, Fortaleza Digital e Echelon: algo em comum?

Talvez nada… E tudo não passe de uma divertida (?) coincidência. Pode ser mas… como pensar não dói (dizem), não custa nada (embora possam cobrar muito caro para fazê-lo) e coincidências demais costumam levantar suspeitas, vamos aos fatos:

Jack Bauer é o mocinho da série americana de TV 24 horas que durou 8 temporadas. Ele é um super agente de uma agencia fictícia de contra-terrorismo denominada CTU e está sempre correndo contra o relógio para impedir algum atentando de dimensões colossais. O tempo da trama é o mesmo dos episódios: 24 horas em 24 capítulos, ou seja,  1 hora por capítulo. Para quem não conhece e gosta de tramas estrambólicas de ação, à la James Bond, trata-se de um prato cheio. Os autores conseguem verdadeiros milagres, emendando, sistemáticamte, uma estória em outra. À exceção do próprio Jack Bauer, que é um tipo de justiceiro (e, por conta disto, algumas vezes é capaz de ações um tanto reprováveis) e de sua fiel escudeira Cloe (uma nerd que manipula sistemáticamente a parafernália tecnológica disponível para ajudar o seu protegido), as demais personagens alternam posição do lado dos mocinhos e dos bandidos. É uma coisa louca… Você começa torcendo para um cara que no meio da trama se revela um grandíssimo FDP e por aí vai. Tudo acontecendo em apenas 24 horas!

Um tema sempre recorrente em todas as temporadas da série é uma capacidade técnica quase mágica (supercomputadores, cameras de vigilância interligadas, imagens de satélite em tempo real, grampos telefônicos ao estalo de um dedo) de onipresença  da CTU, que tudo vê e pode controlar, como o grande irmão orwelliano, colocando todos os meios disponíveis a serviço dos fins nobres de proteção dos interesses nacionais (ou do grupo da vez que esteja no poder). Interessante, não? Trata-se, evidentemente, de uma bela peça de ficção: um misto de investigação policial, ação e ficção científica.

Julian Assange é o infeliz que teve uma idéia genial mas que foi imprudente e acabou pisando no calo de quem não devia. Falou demais ao publicar em seu site Wikileaks documentos secretos do governo americano que não gostou muito da brincadeira e retaliou. Afinal, liberdade de impressa tem os seus limites, certo? Você não pode (ou melhor, não deveria) divulgar informações que ponham em risco a vida de outras pessoas (agentes em campo) ou que causem constragimentos desnecessários (entre governos). Isto demonstra um enorme senso de oportunismo para conquistar fama e fortuna rápidas. Pode ser… Mas mostra também uma grande vontade de ver o circo pegar fogo, pagar para ver, muita falta de ética, pouco bom senso, educação nenhuma e patriotismo zero… Bem, acho que este último item não conta pois Mr. Assange não é americano… O que talvez explique algumas coisas.

O fato é que o Tio Sam pressionou o provedor, que tirou o site do ar. Teimoso, e sem a menor noção do perigo, Mr. Assange voltou à carga em menos de 24 horas. Acabou, da noite para o dia, nos bancos de dados da Interpol, como procurado por estupro de uma cidadã do mesmo país que, coincidência ou não, abrigou a segunda versão do seu site. Tudo muito conveniente, para dizer o mínimo!

“Fortaleza Digital” é um romance do ótimo escritor de best sellers americano Dan Brown (o mesmo autor de “O Código Da Vinci” e “Anjos e Demônios”). Trata da estória (fictícia, é claro) de um supercomputador mantido secretamente por uma agencia de segurança americana com objetivos perfeitamente justificáveis mas publicamente inconfessáveis. (Acho que já ouvimos algo parecido em algum lugar, não?)

Echelon é nome de um suposto supercomputador, também americano, que monitora, em tempo real, toda a comunicação telefônica e via e-mail que está acontecendo nos céus da Gringolândia, em busca de chamadas suspeitas, com o intuito de detectar e evitar ações terroristas. Trata-se de um “super hiper grampo”, com todas as implicações constitucionais, jurídicas, éticas, filosóficas e tecnológicas que uma aberração destas poderia ter. (Olha o “Grande Irmão” aí outra vez…)

Se este tal de Echelon realmente existe ou não, isto eu não posso afirmar com certeza. Para mim, esta estória é mais uma daquelas teorias de conspiração, que pipocam de vez em quando, como aquela outra, famosa, envolvendo uma queda de ETs , a cidade de Roswell e uma tal de Area 51.

Porém, como diz o velho ditado popular: “onde há fumaça há fogo!” e… veja bem… a gente, que costuma pensar com a própria cabeça, não consegue evitar as comparações e deixar de ligar os pontos…

Nem que seja só para matar o tempo ou ter assunto para publicar no blog.

🙂

3 comentários sobre “Jack Bauer, Julian Assange, Fortaleza Digital e Echelon: algo em comum?

  1. Dulce 12 de dezembro de 2010 at 11:11

    Bom dia!…
    Esta sua postagem de hoje dá o que pensar… A vida imitando a arte (?) ou a arte imitando a vida?… E, como você mesmo disse, pensar não dói, então vamos lá botar para funcionar os nossos neurônios e deixar que cada um chegue a sua própria conclusão…
    Beijos

    Mom

  2. isa 12 de dezembro de 2010 at 15:31

    Já no final do dia, de Portugal, visitei a minha Amiga Dulce.
    De lá… cheguei até vc.
    E ñ me arrependo. Li com interesse o seu post e concordo consigo.
    Por toda a liberdade de imprensa q haja, e eu defendo-a, há tb o tal “bom senso”. Nem mais! Isso mesmo.
    Beijo.
    isa.

  3. Thiago 13 de dezembro de 2010 at 09:20

    Quem é da área de tecnologia sabe que esses sistemas são possíveis. É necessário um grande investimento, algo que os governos e as grandes multinacionais são capazes de fazer. Não acredito muito em coincidências não, talvez tenhamos surpresas em breve.

    Um abraço!

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