Eles chegaram… (“Arrival”)

Fazia tempo que eu não assistia a um filme assim tão bom… Na verdade, excepcional. Daqueles que você não consegue tirar da cabeça depois que assiste. Que fica revivendo a todo instante. Que te fazem sentir uma compulsão de ver novamente. (Entende o que eu digo?) Pois é… Isto aconteceu pouquíssimas vezes ao longo desta minha jornada de cinéfilo de mais de cinquenta anos, iniciada aos 5, quando meus pais me levaram, pela primeira vez, a um cinema para assistir “Jasão e o velocino de ouro”. (Aquele foi um dia mágico… Por causa do filme, que me deixou encantado, e do arco-íris na saída da matinê, ao final de uma tarde de sol com chuva.)

Voltando ao assunto principal: O que foi, mesmo, que me impressionou tanto em “Arrival“?
Vejamos… Até então, “2001: Uma Odisséia no Espaço“, “Blade Runner, O Caçador de Andróides” e Interestellar eram meus favoritos. Posso dizer que “Arrival” é do mesmo quilate que estes fulanos: impacto visual (fotografia primorosa), conceitual (ideias originais, algumas perturbadoras) e introspectivo (faz a gente refletir um bocado depois de assisti-los).

humanÀ parte, preciso salientar a interpretação fenomenal da Amy Adams (sem dúvida, digna de uma estatueta), o trabalho de direção de alta qualidade do canadense Dennis Villeneuve e o roteiro adaptado (by Eric Heisserer) que conseguiu fazer a estória ser ainda mais interessante que o conto original, o excelente “Story of your Life”, do pouco conhecido mas talentoso Ted Chiang, ganhador de inúmeros prêmios Nebula (o Oscar da ficção-científica).

Mesmo que você não seja um profundo apreciador do gênero, como é o meu caso, se gosta de uma boa estória dramática vai gostar deste filme. (Eu garanto!) Não dá para contar muita coisa dele, sem correr o risco de estragar a brincadeira… O que se pode dizer é que Ms. Adams faz o papel de uma lingüista (Dra. Banks) que é chamada pelo governo para atuar como tradutora de uns camaradas “meio estranhos”, vindos do espaço, que resolveram aparecer de forma inesperada, estacionaram uma das “navezinhas” deles no quintal de casa do Tio Sam e não disseram qual o motivo da visita. Quer dizer… pode até ser que tivessem dito mas, simplesmente, ninguém conseguia entendê-los!

E sabe como é: o desconhecido dá um baita de um frio na barriga da gente, a ponto de a espinha gelar… e deixar todo mundo nervoso!

Depois de assistir você me conta se gostou (ou não), OK?

Inté…   😎

4 comentários sobre “Eles chegaram… (“Arrival”)

  1. ingrid 29 de novembro de 2016 at 19:02

    fiquei morrendo de vontade de assistir. adoro filmes de ficção.

  2. Ubirajara Costa 29 de novembro de 2016 at 20:48

    É diversão garantida, amiga!
    (Durante e depois da sessão…)
    Bjs.
    😎

  3. Luciana 27 de dezembro de 2016 at 11:30

    Bira, o que me deixa sem muita vontade de assistir é que colocaram uma intérprete para conversar com os alienígenas, e isso é ficção científica demais, ou não, já que uma empresa da Inglaterra está contratando tradutores de emojis, mas o fato de no filme contratarem uma intérprete para se comunicar com os alienígenas, confesso, me fez pensar de forma não tão positiva sobre o filme…

    • Ubirajara Costa 9 de agosto de 2017 at 10:44

      Lú,
      Antes de mais nada, um bom filme de ficção tem que ser crível para a maior parte da sua audiência, não apenas para os especialistas.
      Todos eles têm seus furos. (Se eu fosse levar ao pé da letra tudo que é dito ou feito nos melhores filme de ficção que vi, não recomendaria nenhum…)
      Acho que o importante é que não ofendam a nossa inteligência (isto não acontece com “Arrival”, eu garanto!) e que contem uma boa estória.
      O filme é muito bem feito, a trama bem urdida, as personagens convincentes e a estória humana subjacente (uma estória de escolha) é bonita e tocante.
      Pode assistir sem receio algum. Garanto que você (e o Marcão) vão gostar muito.
      Beijo e abraço grande, aos cinco!!!
      🙂

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